O Governo (?) Lula chega ao fim, embora os fanáticos ou desinformados (apenas os fanáticos e desinformados) petistas e pseudo oposicionistas afirmem que o governo Dilma será a continuidade do Governo Lula. Lula entrega a faixa com uma popularidade jamais vista por outro presidente em final de mandato, um fenômeno para um governo que não foi nada além de modesto e que ficou devendo em muito em áreas fundamentais como saúde, educação, saneamento básico, infra estrutura e na área social. À primeira vista parece até uma incoerência escrever isso. Mas é a demonstrar o contrario que vou me ocupar nos próximos dias, usando números e fatos. E contra números e fatos, dizem as regras, não há argumentos.
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A primeira explicação para esse fenômeno está no fato de nos oito anos Lula ter seguido á risca o que determinou Duda Mendonça a ele no iníco do governo: Não importa o que você faça, mas sim o que o povo pensa que você está fazendo. Para isso desde o início a preocupação foi apostar na compra da mídia. A média de gasto direto com publicidade apenas do governo beira o um bilhão de reais por ano. Se somados os gastos das estatais esse valor é sextuplicado, o que nunca aconteceu antes na história desse país. Mas esse foi apenas um detalhe, como detalhes foram também a subjugação de sindicatos e especialmente de centrais sindicais e a distribuição de benesses a governadores e parlamentares.
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| Arte publicada em outubro no Prosa & Política |
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| Eu tenho tanto pra lhe contar mas com palavras não sei dizer |
Aos poucos vão aparecendo números. Lula nunca teve oposição. Esta, usando o velho e furado argumento que não apostava no quanto pior melhor, como fizera o PT em todos os governos anteriores, e que os interesses do Brasil estavam acima de qualquer coisa (na verdade, afirmam os mais informados eles foram cooptados em acordos milionários feitos em hangares de aeroportos de Brasilia e pelo país afora), deram a Lula uma carta branca. Os dados são da Consultoria Arko Advice, que analisou 404 votações nominais de interesse do governo nos ultimos 8 anos. A ausência em plenário foi a tônica dos partidos que se diziam de oposição. O PPS de Roberto Freire evaporou em 46,07%, o DEM em 44,24% e O PSDB em 41,12%. O PSOL, também oposição, não se ausentou tanto, mas votou com o governo em em 39,58% dessas votações. Uma frase que teria sido dita pelo governador reeleito de Alagoas Teotônio Vilela Filho mostra bem a qualidade da oposição que Lula teve: Oposição? Afasta de mim esse cálice!
Com uma oposição assim parte do fenômeno está explicado.


















