Maurelio Menezes
No terceiro Olhar sobre mulheres que, como Dilma Roussef, foram as primeiras a assumir o comando de seus países em regimes republicanos, depois de viajar pelas histórias de Golda Meier e de Isabelita Perón, a personagem de hoje é a paquistanesa Benazir Bhutto. Essas e outras mulheres sobre cujas histórias apresentarei aqui meus Olhares, como escrevi antes, em comum têm um pequeno detalhe: na campanha nenhuma delas se apresentou como candidata das mulheres ou se preocupou em apresentar propostas especificas para humanização das condições de saúde, educação, emprego, enfim, de qualidade de vida das mulheres. Ela têm em comum, também, o fato de ao longo da vida nenhuma delas ter se destacado como representante legítima das mulheres, até por fazerem política num mundo dominado por homens e sua falta de sensibilidade, sua quase tosca relação com a vida, ou seja, biologicamente são mulheres, mas ideologicamente não o foram como por exemplo foram, entre tantas outras, Voltarine de Cleyre e Margaret Sanger no final do sec. XIX, Simone de Beauvoir, Betty Friedan em meados do século passado ou as brasileiras Nisia Floresta e Pagu. Em comum a essas mulheres mais um detalhe, este triste e lamentável: todas, em maior ou menor grau, apesar conquistas, com certeza involuntariamente, fizeram muito mal a seus países e acabaram, de uma forma ou de outra, sucumbindo.
Benazir Bhutto foi a típica lider forjada na academia e na resistência a um regime supostamente autoritário e, num determinado momento, foi vista como a grande possibilidade de modernização do pensamento numa região eternamente caracterizada como atrasada e extremamente patriarcalista. Depois de estudar em Harvard e Oxford, duas das principais universidades do mundo, se viu, aos 24 anos, obrigada a voltar para o Paquistão quando seu pai, o Primeiro Ministro Zulfikar Ali Bhutto foi deposto e preso por um golpe militar comandado pelo General Muhamad Zia Ul-Haq. Ao lado da mãe Benazir assumiu o comando do Partido Popular do Paquistão, o PPP. Dois anos depois, em 1979, o pai dela foi executado e ela presa, torturada e em 1984, expulsa do país.
No exilio no Reino Unido, com acesso à midia internacional, assumiu o comando da resistência ao regime de Zia, forçando reformas que incluiram o fim do toque de recolher no país e o reconhecimento dos partidos políticos de oposição. Em 1988, oito meses após retornar do exilio, o PPP conseguiu uma consagradora vitória nas urnas, com apoio especialmente das classes menos abastadas, ela se tornou a primeira mulher a se transformar em chefe de governo de um Estado muçulmano. Saudada pela comunidade internacional que, pela sua beleza e importancia, a chamava de Sherazade do Sec. XX, como um símbolo de liberdade e de modernidade, acabou se transformando num fiasco. Seu primeiro governo durou pouco menos de dois anos.
Em agosto de 1990 foi destituida pelo Presidente Ghulam Ishaq Kahn sob acusação de nepotismo, corrupção, desvio de verbas públicas e abuso de poder. A consequencia do governo dela foi uma derrota vexatória do PPP nas eleições gerais. Com isso ela voltou a fazer oposição ao governo, voltando a ser estilingue.
Três anos bastaram para que ela conseguisse convencer a população que fora vítima de um grande complô internacional que envolvia, inclusive, a Índia, país com quem o Paquistão trava uma guerra milenar pela posse de territórios. Em 1993, voltou a assumir pela segunda vez o cargo Primeira Ministra. Novas denuncias, desta vez mais graves. Além das anteriores, corrupção, nepotismo, desvio de dinheiro público e abuso de poder, Benazir foi acusada de autorizar assassinatos extra judiciais de opositores e de outros detentos comuns e deposta pelo então Presidente Farook Leghari.
A partir daí, embora tenha não tenha abandonado a política e mantivesse milhões de seguidores, sua vida se transformou numa ida e vinda a tribunais, inclusive intrernacionais, pois foi processada na Suiça acusada de ter recebido cerca de 12 milhões de dólares de duas empresas suiças como propina para que elas vencessem licitações no Paquistão. Em seu país foi considereda culpada de todas as acusações imputadas a ela. Antes para tentar escapar dos processos se auto exilara em Londres.
Anistiada pelo presidente Pervez Musharraf, voltou mais uma vez ao Paquistão. No dia de sua volta um atentado matou cerca de 150 pessoas, mas ela saiu ilesa. Tornou-se mais uma vez lider da oposição e se recusou a participar de um governo de coalização no qual ocuparia mais uma vez o cargo de Primeira Ministra.
A conturbada história da Sherazade Moderrna acabou de forma trágica. Foi assassinada em 27 de dezembro de 2007 tendo sido atingida no peito e no pescoço por um homem bomba que após atingi-la detonou o explosivo proximo ao carro em que ela acenava para a multidão, matando outras vinte pessoas. Ainda hoje há quem afirme que ela foi vítima por tentar mostrar o valor da mulher fazendo política num mundo dominado pelos homens e suas insensibilidades.
Amanhã, a história mais moderna dessas mulheres, a de Angela Merkel, da Alemanha.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O RISCO A SE EVITAR II - O Exemplo de Isabelita Perón
Maurelio Menezes
Hoje você vai conhecer um novo Olhar meu sobre mulheres que, como Dilma Roussef, foram as primeiras a assumir o comando de seus pais. Como escrevi ontem, ao abrir essa série falando de Golda Meir, em comum todas têm um pequeno detalhe: na campanha nenhuma delas se apresentou como candidata das mulheres ou se preocupou em apresentar propostas especificas para humanização das condições de saúde, educação, emprego, enfim, de qualidade de vida das mulheres. Em comum também, que ao longo da vida nenhuma delas se destacou como representante legítima das mulheres, até por fazerem política num mundo dominado por homens e sua falta de sensibilidade, sua quase tosca relação com a vida, ou seja, biologicamente são mulheres, mas ideologicamente não o foram como por exemplo foram, entre tantas outras, Voltarine de Cleyre e Margaret Sanger no final do sec. XIX, Simone de Beauvoir, Betty Friedan em meados do século passado ou as brasileiras Nisia Floresta e Pagu. Em comum a essas mulheres mais um detalhe, este triste e lamentável: todas, em maior ou menor grau, apesar conquistas, com certeza involuntariamente, fizeram muito mal a seus países e acabaram, de uma forma ou de outra, sucumbindo.
O segundo governo dessas mulheres sobre o qual vou apresentar meu olhar é o de Isabelita Perón, 42ª Presidente da Argentina, que assumiu o cargo depois da morte do marido, Juan Perón, de quem era vice, eleita por uma chapa que ficou conhecida como Perón-Peron.
A presidencia da Argentina caiu de páraquedas nos braços da bailarina Maria Estela Martinez, a Isabelita Perón, que não tinha a menor relação com o país. Conhecera Juan Perón num clube no Panamá, com ele se casara em 1961 e o acompanhara em seu exilio na Espanha (Peron fora deposto pelos militares em 1955, se exilara no Paraguai e posteriormente se mudou para Espanha). Em 1973 voltou para a Argentina com o marido e se elegeu vice presidente na chapa encabeçada por ele que ,para chegar a seu terceiro mandato como Presidente, conseguiu 60% dos votos. Menos de um ano depois, em 1º de julho de 1974, Juan Perón morreu em consequencia de um infarte e Isabelita tomou posso no mesmo dia, dando inicio a um dos governos mais desastrosos não só da Argentina, como da América Latina.
Fraca, exatamente por não ter representatividade política e por ter sido eleita à sombra de Perón, ele sim um líder carismático, Isabelita se apoiou em José Lopez Rega, a quem nomeara Ministro do bem Estar Social e que acabou se transformando na eminencia parda de seu governo. Lopez rega desviou dinheiro público para financia a Triple A, Aliança Anticomunista Argentina, que tinha por objetivo principal exterminar os inimigos da ala peronista a que Isabelita pertencia. Foi uma época em que atentatos, sequestros, tortura e assassinatos eram diariamente manchetes nos jornais argentinos. Para abafar a corrupção e calar a voz de opositores, deu-se início a uma repressão sem precendentes, decretando intervenção em diversas provincias, em universidades, sindicatos, e em canais de TV privados e intensificando ainda mais a censura a jornais e revistas.
Mas corrupção e o desrespeito a liberdades individuais à livre manifestação do pensamento não foram os únicos gargalos do governo Isabelita. A economia praticamente se desintegrou, a inflação alcançou numeros inimagináveis e, para complicar ainda mais a situação, o Mercado Comum Europeu interrompeu a importação de carne argentina, levando o pais literalmente à bancarrota, com a dívida externa aumentando incontrolavelmente.
Diante do aumento das contestações à sua administração, que era absolutamente caótica, e do fracasso dos planos economicos criados pelos seus ministros, especialmente Celestino Rodriguez, colocado no cargo por Lopez Rega, Iabelita decidiu aceitar mudar os ministros das três armas, dando poder incalculável ao general Jorge Rafael Videla. Ele deu inicio a mais suja das guerras travadas na Argentina, com fechamento de meios de comunicação contrários ao governo, mais sequestros e assassinatos. Pressionada a renunciar, Isabelita se negou a fazê-lo, mas acabou derrubada por um golpe de estado comandado por Videla.
Na Argentina, os crimes cometidos no governo de Isabelita foram considerados como crimes contra a humanidade, tese rejeitada há dois anos pelo Supremo Tribunal Espanhol, que recusou sua extradição. Entre esses crimes, além do desvio de milhões de dólares, há outros contra a vida, como nos casos do
desaparecimento de Hector Aldo Fagetti e a prisão do menor´Jorge Valentín Beron, que ficou na cadeia até os primeiros meses de 1977 quando o governo militar lhe deu liberdade.
Analistas afirmam que Isabelita era tão inexpressiva eleitoralmente que se não fosse pela sombra de Perón não conseguiria se eleger nem mesmo deputada provinciana e que seu governo foi o responsável pela perda da maioria das conquistas que haviam sido conseguidas no país nas décadas anteriores e que até hoje o país ainda paga pelo obscurantismo a que foi submetido por ela e pelos militares que a sucederam, com a desculpa que o endurecimento era necessário para se colocar o país novamente no rumo certo.
Amanha, a mulher da vez sera Benazir Butho.
Hoje você vai conhecer um novo Olhar meu sobre mulheres que, como Dilma Roussef, foram as primeiras a assumir o comando de seus pais. Como escrevi ontem, ao abrir essa série falando de Golda Meir, em comum todas têm um pequeno detalhe: na campanha nenhuma delas se apresentou como candidata das mulheres ou se preocupou em apresentar propostas especificas para humanização das condições de saúde, educação, emprego, enfim, de qualidade de vida das mulheres. Em comum também, que ao longo da vida nenhuma delas se destacou como representante legítima das mulheres, até por fazerem política num mundo dominado por homens e sua falta de sensibilidade, sua quase tosca relação com a vida, ou seja, biologicamente são mulheres, mas ideologicamente não o foram como por exemplo foram, entre tantas outras, Voltarine de Cleyre e Margaret Sanger no final do sec. XIX, Simone de Beauvoir, Betty Friedan em meados do século passado ou as brasileiras Nisia Floresta e Pagu. Em comum a essas mulheres mais um detalhe, este triste e lamentável: todas, em maior ou menor grau, apesar conquistas, com certeza involuntariamente, fizeram muito mal a seus países e acabaram, de uma forma ou de outra, sucumbindo.
O segundo governo dessas mulheres sobre o qual vou apresentar meu olhar é o de Isabelita Perón, 42ª Presidente da Argentina, que assumiu o cargo depois da morte do marido, Juan Perón, de quem era vice, eleita por uma chapa que ficou conhecida como Perón-Peron.
Fraca, exatamente por não ter representatividade política e por ter sido eleita à sombra de Perón, ele sim um líder carismático, Isabelita se apoiou em José Lopez Rega, a quem nomeara Ministro do bem Estar Social e que acabou se transformando na eminencia parda de seu governo. Lopez rega desviou dinheiro público para financia a Triple A, Aliança Anticomunista Argentina, que tinha por objetivo principal exterminar os inimigos da ala peronista a que Isabelita pertencia. Foi uma época em que atentatos, sequestros, tortura e assassinatos eram diariamente manchetes nos jornais argentinos. Para abafar a corrupção e calar a voz de opositores, deu-se início a uma repressão sem precendentes, decretando intervenção em diversas provincias, em universidades, sindicatos, e em canais de TV privados e intensificando ainda mais a censura a jornais e revistas.
Mas corrupção e o desrespeito a liberdades individuais à livre manifestação do pensamento não foram os únicos gargalos do governo Isabelita. A economia praticamente se desintegrou, a inflação alcançou numeros inimagináveis e, para complicar ainda mais a situação, o Mercado Comum Europeu interrompeu a importação de carne argentina, levando o pais literalmente à bancarrota, com a dívida externa aumentando incontrolavelmente.
Diante do aumento das contestações à sua administração, que era absolutamente caótica, e do fracasso dos planos economicos criados pelos seus ministros, especialmente Celestino Rodriguez, colocado no cargo por Lopez Rega, Iabelita decidiu aceitar mudar os ministros das três armas, dando poder incalculável ao general Jorge Rafael Videla. Ele deu inicio a mais suja das guerras travadas na Argentina, com fechamento de meios de comunicação contrários ao governo, mais sequestros e assassinatos. Pressionada a renunciar, Isabelita se negou a fazê-lo, mas acabou derrubada por um golpe de estado comandado por Videla.
Na Argentina, os crimes cometidos no governo de Isabelita foram considerados como crimes contra a humanidade, tese rejeitada há dois anos pelo Supremo Tribunal Espanhol, que recusou sua extradição. Entre esses crimes, além do desvio de milhões de dólares, há outros contra a vida, como nos casos do
desaparecimento de Hector Aldo Fagetti e a prisão do menor´Jorge Valentín Beron, que ficou na cadeia até os primeiros meses de 1977 quando o governo militar lhe deu liberdade.
Analistas afirmam que Isabelita era tão inexpressiva eleitoralmente que se não fosse pela sombra de Perón não conseguiria se eleger nem mesmo deputada provinciana e que seu governo foi o responsável pela perda da maioria das conquistas que haviam sido conseguidas no país nas décadas anteriores e que até hoje o país ainda paga pelo obscurantismo a que foi submetido por ela e pelos militares que a sucederam, com a desculpa que o endurecimento era necessário para se colocar o país novamente no rumo certo.
Amanha, a mulher da vez sera Benazir Butho.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
O RISCO A SE EVITAR - I - O Exemplo de Golda
Maurelio Menezes
A história recente está repleta de exemplos de mulheres que, como Dilma Roussef, foram as primeiras a governar seus países e que, portanto, se transformaram em personagens históricas. Em comum todas têm um pequeno detalhe: na campanha nenhuma delas se apresentou como candidata das mulheres ou se preocupou em apresentar propostas especificas para humanização das condições de saúde, educação, emprego, enfim, de qualidade de vida das mulheres. Em comum também, que ao longo da vida nenhuma delas se destacou como representante legítima das mulheres, até por fazerem política num mundo dominado por homens e sua falta de sensibilidade, sua quase tosca relação com a vida, ou seja, biologicamente são mulheres, mas ideologicamente não o foram como por exemplo foram, entre tantas outras, Voltarine de Cleyre e Margaret Sanger no final do sec. XIX, Simone de Beauvoir, Betty Friedan em meados do século passado ou as brasileiras Nisia Floresta e Pagu. Em comum a essas mulheres mais um detalhe, este triste e lamentável: todas, em maior ou menor grau,apesar de muitas conquistas, com certeza involuntariamente fizeram muito mal a seus países e acabaram, de uma forma ou de outra, sucumbindo.
Em capítulos vou analisar aqui governos de algumas dessas mulheres que quebraram a tradição e assumiram o comando de seus países. Como sempre serão meus olhares sobre esses governos acompanhados por mim ao longe em fases diferentes de minha vida. Entre elas estão Golda Meier, Isabelita Peron, Benazir Butho, Angela Merkel. A diferença dessas mulheres para Dilma Roussef é que todas construiram uma candidatura, não foram tiradas da cartola por um líder carismático que a antecedeu. O primeiro caso emblemático é o de Golda Meier.
Golda Meir, fundadora do estado de Israel e sua quarta Primeira Ministra, por suas posições inflexiveis, foi chamada de A Dama de Ferro, muito antes deste apelido ter sido dado a outra mulher, a britânica Margareth Tatcher.Antes de assumir o poder foi, além de fundadora do estado de Israel, Embaixadora na extinta URRSS, ministra do Bem Estar Social, Ministra do Trabalho, Ministra das Relações Exteriores Secretaria Geral do principal partido israelense à epoca, o Maarakh que surgiu da fusão de outros quatro partidos, fusão essa sugerida e comandada por ela. Suas posições eram tão firmes que logo após a criação de Israel, em 1948, o então Primeio Ministro, Ben Gurion teria afirmado "Golda é o único homem do meu gabinete"
A história recente está repleta de exemplos de mulheres que, como Dilma Roussef, foram as primeiras a governar seus países e que, portanto, se transformaram em personagens históricas. Em comum todas têm um pequeno detalhe: na campanha nenhuma delas se apresentou como candidata das mulheres ou se preocupou em apresentar propostas especificas para humanização das condições de saúde, educação, emprego, enfim, de qualidade de vida das mulheres. Em comum também, que ao longo da vida nenhuma delas se destacou como representante legítima das mulheres, até por fazerem política num mundo dominado por homens e sua falta de sensibilidade, sua quase tosca relação com a vida, ou seja, biologicamente são mulheres, mas ideologicamente não o foram como por exemplo foram, entre tantas outras, Voltarine de Cleyre e Margaret Sanger no final do sec. XIX, Simone de Beauvoir, Betty Friedan em meados do século passado ou as brasileiras Nisia Floresta e Pagu. Em comum a essas mulheres mais um detalhe, este triste e lamentável: todas, em maior ou menor grau,apesar de muitas conquistas, com certeza involuntariamente fizeram muito mal a seus países e acabaram, de uma forma ou de outra, sucumbindo.
Em capítulos vou analisar aqui governos de algumas dessas mulheres que quebraram a tradição e assumiram o comando de seus países. Como sempre serão meus olhares sobre esses governos acompanhados por mim ao longe em fases diferentes de minha vida. Entre elas estão Golda Meier, Isabelita Peron, Benazir Butho, Angela Merkel. A diferença dessas mulheres para Dilma Roussef é que todas construiram uma candidatura, não foram tiradas da cartola por um líder carismático que a antecedeu. O primeiro caso emblemático é o de Golda Meier.
Como Primeira Ministra, apesar de em seu discurso de posse ter deixado claro que estava disposta a tudo para alcançar pacificamente a paz no Oriente Medio, menos o suicídio nacional, comandou um dos mais sangrentos governos israelenses, culpa em parte de seu Ministro da Defesa, Moshe Dayan (que, quase contraditoriamente seria o principal arquiteto 20 anos depois do acordo de paz assinado em Camp David com os árabes). Logo no inicio, seu governo se notabilizou por se recusar a cumprir a determinação da ONU que invalidou a anexação israelita de Jerusalém oriental e que ordenou a retirada de Israel dos territórios árabes ocupados em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias. Determinou medidas extremas ordenando inclusive que o serviço secreto israelense, Mossad, exterminasse lideranças de organizações contrárias a Israel. Foi também em seu governo que aconteceu a Guerra do Yom Kippur, quando Israel foi atacado em duas frentes por Egito e Síria. Em represália Israel Invadiu a Siria e com a guerra ja encerrada bombardeou os subúrbios da capital, Damasco, matando milhares de civis. Essa ação levou os países produtores de petróleo a suspenderem a exportação para os Estados Unidos e países que apoiavam a sobrevivência de Israel, resultando na primeira grande crise do petróleo com consequencias extramemente danosas para a economia mundial. A seu favor ela argumentou que a retirada colocaria em risco a existência do Estado de Israel. Ela também autorizou a derrubada de uma avião líbio em 21/02/1973 matando 123 civis que estavam a bordo.
A administração turbulenta nas relações internacionais se refletiu internamente e Golda Meier não resistiu à pressão, renunciando em abril de 1974 em meio a uma crise política interna em que seu partido, o Trabalhista, teve péssimo rendimento nas urnas e a uma crise politica externa especialmente devido às ações de seu Ministro da Defesa, Moshe Dayan.
Golda Meier voltou à cena política dois anos depois, mas apenas como dirigente partidária. Foi nessa época que escreveu sua autobiografia, Minha Vida, uma leitura necessaria para se entender um pouco a vida dessa ucraniana de Kiev. Mais critico, entretando, e portanto mais realista, foi Uma Mulher Chamada Golda, minissérie produzida um ano depois de sua morte (ela morreu em 1980 de cancer) para a televisão e estrelado por Ingrid Bergman, em seu ultimo trabalho.
Amanhã, meu olhar sobre Isabelita Peron.
Amanhã, meu olhar sobre Isabelita Peron.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
A ESQUIZOFRENIA AMERICANA (E BRASILEIRA)
Maurelio Menezes
Hoje á tarde numa troca de mensagens no Twitter com @adrianavandoni sobre a retomada das discussões de formação de Conselhos de Jornalismo e o perigo que isso pode representar. Adriana tascou um esquisofrenia em vez de esquizofrenia. Nao demorou e @netogabiru a corrigiu @joubertlobato entrou na brincadeira e ai foram varias mensagens bem humoradas. Lembrei-me de um artigo que escrevi em 2002 quando assinava a coluna Olhares no RMTonline comentando o filme Uma Mente Brilhante sobre a vida do Prêmio Nobel de economia John Nash. Decidi então republicar o artigo porque ele cai bem hoje por diversos motivos. Mude o país e você encontrará muitos esquizofrenicos por aqui. Bem pertinho de você. E por motivos e interesses bem diferentes dos que o governo americano tinha pra montar um esquema de espalhador de mentiras. Ou será essa apenas mais uma esquizofrenia minha?
Olhares - Maurelio Menezes
A Esquizofrenia Americana
19/02/2002
Está em cartaz nos cinemas a versão água com açúcar da história de John Nash, matemático que ganhou o prêmio Nobel de Economia em 1994. Indicado para oito Oscars, inclusive os de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Diretor e Melhor Atriz Coadjuvante, Uma Mente Brilhante mostra a vida conturbada do homem que revolucionou a economia moderna, a partir de uma constatação, que ficou conhecida como O Equilíbrio de Nash.
John Nash provou que a lei da oferta e da procura, desenvolvida por Adam Smith, estava errada. Desde os anos cinqüenta economistas de todo o mundo questionavam essa teoria, mas ninguém provara que ele estava errado, embora tenham surgido alguns arremedos de contestação. Para Nash, e o filme mostra isso muito bem, tudo não passava de um jogo: quando um jogador compreende a estratégia do adversário, fica estabelecido o equilíbrio já que não tem alternativa para alterar sua posição, uma vez que, para cada alternativa, há uma jogada correspondente. Foi o que revolucionou a teoria dos jogos, vertente da economia que analisa a tomada de decisões estratégicas.
A partir dessa constatação tão simples, economistas podem determinar, por exemplo, quando e em que circunstancias empresas e consumidores podem agir de forma irracional. Mas não foi apenas à economia que o conceito de equilíbrio de Nash serviu. Durante a Guerra Fria, o Pentágono usou e abusou da teoria para entender e enfrentar o perigo vermelho. John Nash, inclusive, prestou serviços nesse sentido.
O interessante é que a vida de Nash tem mais em comum com o pensamento do governo americano do que possa se imaginar. Ele foi vítima de esquizofrenia paranóide, uma doença onde personagens que convivem com a pessoa são frutos da imaginação quase sempre associada a uma espécie de teoria da conspiração, onde o mundo está contra o doente. E essa doença é uma marca registrada do big brother. A mais recente manifestação dela é a decisão de se divulgar informações, falsas ou verdadeiras, para se combater o inimigo, influenciando o público estrangeiro a apoiar as ações americanas.
Logo após os atentados de 11 de setembro, foi criado um escritório para desenvolver uma estratégia de marketing. Para comandá-lo foi contratada uma publicitária. Acabou a guerra contra a Al Qaeda? Pois que venha outra, afinal os inimigos estão aí. Não importa se eles são frutos da esquizofrenia paranóide do Pentágono e da Casa Branca.. Eles precisam ser combatidos. Para isso nada melhor que usar, ainda que de forma desonesta, a mais poderosa arma da atualidade, a informação. A divulgação de informações falsas pode ter conseqüências desastrosas? Para o esquizofrênico nada importa a não ser saciar os insaciáveis personagens de seu mundo, aqueles mesmos personagens que nós, os loucos, não acreditamos ser reais. Sim porque, para eles, todos nós somos loucos. Somente eles são normais.
No filme, John Nash tinha certeza que os personagens eram reais. Mas acabou convivendo com a esquizofrenia e passou a relativizar essa certeza a partir de uma constatação brilhante, quase matemática, a de que um dos personagens, uma menina, nunca envelhecia. Depois disso, ele passou a viver melhor. Só resta saber se algum dia os Estados Unidos vão também relativizar as certezas que têm sobre os outros. Se isso acontecer, o mundo vai viver melhor. Afinal, todos nós deixaremos de ser loucos, passaremos a ser normais com todas as loucuras que fazem da vida uma maravilhosa aventura
Hoje á tarde numa troca de mensagens no Twitter com @adrianavandoni sobre a retomada das discussões de formação de Conselhos de Jornalismo e o perigo que isso pode representar. Adriana tascou um esquisofrenia em vez de esquizofrenia. Nao demorou e @netogabiru a corrigiu @joubertlobato entrou na brincadeira e ai foram varias mensagens bem humoradas. Lembrei-me de um artigo que escrevi em 2002 quando assinava a coluna Olhares no RMTonline comentando o filme Uma Mente Brilhante sobre a vida do Prêmio Nobel de economia John Nash. Decidi então republicar o artigo porque ele cai bem hoje por diversos motivos. Mude o país e você encontrará muitos esquizofrenicos por aqui. Bem pertinho de você. E por motivos e interesses bem diferentes dos que o governo americano tinha pra montar um esquema de espalhador de mentiras. Ou será essa apenas mais uma esquizofrenia minha?
Olhares - Maurelio Menezes
A Esquizofrenia Americana
19/02/2002
Está em cartaz nos cinemas a versão água com açúcar da história de John Nash, matemático que ganhou o prêmio Nobel de Economia em 1994. Indicado para oito Oscars, inclusive os de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Diretor e Melhor Atriz Coadjuvante, Uma Mente Brilhante mostra a vida conturbada do homem que revolucionou a economia moderna, a partir de uma constatação, que ficou conhecida como O Equilíbrio de Nash.
John Nash provou que a lei da oferta e da procura, desenvolvida por Adam Smith, estava errada. Desde os anos cinqüenta economistas de todo o mundo questionavam essa teoria, mas ninguém provara que ele estava errado, embora tenham surgido alguns arremedos de contestação. Para Nash, e o filme mostra isso muito bem, tudo não passava de um jogo: quando um jogador compreende a estratégia do adversário, fica estabelecido o equilíbrio já que não tem alternativa para alterar sua posição, uma vez que, para cada alternativa, há uma jogada correspondente. Foi o que revolucionou a teoria dos jogos, vertente da economia que analisa a tomada de decisões estratégicas.
A partir dessa constatação tão simples, economistas podem determinar, por exemplo, quando e em que circunstancias empresas e consumidores podem agir de forma irracional. Mas não foi apenas à economia que o conceito de equilíbrio de Nash serviu. Durante a Guerra Fria, o Pentágono usou e abusou da teoria para entender e enfrentar o perigo vermelho. John Nash, inclusive, prestou serviços nesse sentido.
O interessante é que a vida de Nash tem mais em comum com o pensamento do governo americano do que possa se imaginar. Ele foi vítima de esquizofrenia paranóide, uma doença onde personagens que convivem com a pessoa são frutos da imaginação quase sempre associada a uma espécie de teoria da conspiração, onde o mundo está contra o doente. E essa doença é uma marca registrada do big brother. A mais recente manifestação dela é a decisão de se divulgar informações, falsas ou verdadeiras, para se combater o inimigo, influenciando o público estrangeiro a apoiar as ações americanas.
Logo após os atentados de 11 de setembro, foi criado um escritório para desenvolver uma estratégia de marketing. Para comandá-lo foi contratada uma publicitária. Acabou a guerra contra a Al Qaeda? Pois que venha outra, afinal os inimigos estão aí. Não importa se eles são frutos da esquizofrenia paranóide do Pentágono e da Casa Branca.. Eles precisam ser combatidos. Para isso nada melhor que usar, ainda que de forma desonesta, a mais poderosa arma da atualidade, a informação. A divulgação de informações falsas pode ter conseqüências desastrosas? Para o esquizofrênico nada importa a não ser saciar os insaciáveis personagens de seu mundo, aqueles mesmos personagens que nós, os loucos, não acreditamos ser reais. Sim porque, para eles, todos nós somos loucos. Somente eles são normais.
No filme, John Nash tinha certeza que os personagens eram reais. Mas acabou convivendo com a esquizofrenia e passou a relativizar essa certeza a partir de uma constatação brilhante, quase matemática, a de que um dos personagens, uma menina, nunca envelhecia. Depois disso, ele passou a viver melhor. Só resta saber se algum dia os Estados Unidos vão também relativizar as certezas que têm sobre os outros. Se isso acontecer, o mundo vai viver melhor. Afinal, todos nós deixaremos de ser loucos, passaremos a ser normais com todas as loucuras que fazem da vida uma maravilhosa aventura
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
DILMAMENTE: UMA PEDRA NA MÃO E O ÓDIO NO CORAÇÃO
Maurelio Menezes
Dilma mente sem parar. Para dizer que tem experiência afirma que foi a primeira mulher Secretária de Finanças do Brasil. A verdade que a candidata não conta é que quando foi Secretária de Finanças de Porto Alegre quase faliu a Prefeitura fugindo em meio a uma grande crise, não deixando dinheiro no caixa nem para o pagamento do salário dos servidores. Antes Dilma já havia mentido ao dizer que tinha doutorado. Foi pega na mentira e tentou consertar. Dilma mente que é contra o aborto depois de tê-lo defendido numa entrevista para o Jornal Folha de S. Paulo. Dilma mente ao afirmar que não sabia das estrepolias de sua amiga íntima e braço direito Erenice na Casa Civil e de seu amigo íntimo e braço direito Cardeal na Eletrobras. Nao só sabia como participava. Ou será que é tão incompetente que não percebia o roubo debaixo do seu nariz?
Agora Dilma a candidata laranja (sim porque Lula aparece mais no programa dela que ela própria) tenta dar uma de boa moça na TV pedindo para a militancia fazer uma campanha de paz e amor. Da boca pra fora ela diz isso, mas no particular incentiva a violencia. O comandante da agressão a Serra na quarta-feira foi identificado. Trata-se de um candidato derrotado a deputado pelo PT do Rio, para quem Dilma pediu voto e que se vangloria de ser amigo dela.
Mas a violencia mão pára por ai. A viuva de Chico Mendes, Ilzamar Mendes, declarou apoio a Serra e teve a casa invadida por militantes do PT, que queriam inimidá-la e obrigá-la a mudar de posicionamento político. Esses militantes seguem a cartilha escrita pelo principal articulador da campanha de Dilma, José Dirceu, que prega em praça pública que os militantes devam descer o braço nos adversarios e do proprio Lula que também em praça pública manda os militantes exterminarem a oposição. Alias, usar o verbo exterminar combina bem com a ação do PT, porque era o verbo favorito dos nazistas quando se referiam aos judeus. Exterminar judeus era a diversão favorita de Hitler e seus assassinos travestidos de intelectuais. Para isso usavam os métodos mais violentos de que a história tem notícia. Como o PT, que apóia o ditador iraniano Ahmadinajad, que adora matar mulheres a pedradas em praça pública.
A mais nova confirmação do método violento de Dilma & Cia está na mais acessada Mídia Social do momento, o Twitter. Um tal de Fróes, cujo perfil é @morteaoserra pregou as barbáries comuns no dia-a-dia da campanha de Dilma, a mulher que tem um discurso num canto e outra prática. É lógico que os aloprados vão dizer que o perfil foi criado pela campanha de Serra para jogar a culpa na santa Dilma. Só vai ficar dificil eles manterem esse argumento quando ficarem sabendo que o perfil foi retirado do ar a pedido da Coordenaçáo de Campanha de Dilma. Tarde demais. Parte das mensagens, que com certeza eram de conhecimento de Dilma & Cia. está gravada. Lula e Dilma estão fazendo campanha com ódio e ataques gratuitos. Lula por exemplo, difamou, injuriou, caluniou e feriu a honra do médico que atendeu Serra após a agressão na quarta-feira no Rio (Agora de manhã esta sendo realizado um ato de desagravo ao medico). Ao destilar seu ódio e seu veneno em rede nacional Lula incentivou a militancia petista a atacar mais e mais. O resultado são convocações como a que você vê abaixo:
É isso que você quer para o Brasil? Pior Hoje de manhã governadfores aliados de Dilma ja informaram que vão mesmo controlar a liberdade de expressão e da impresan. Certamente é porque eles não querem que a população fique sabendo de atos de selvageria, barbárie e ódio extremado que eles usam no dia-a-dia. Pense nisso antes de votar no domingo.
Dilma mente sem parar. Para dizer que tem experiência afirma que foi a primeira mulher Secretária de Finanças do Brasil. A verdade que a candidata não conta é que quando foi Secretária de Finanças de Porto Alegre quase faliu a Prefeitura fugindo em meio a uma grande crise, não deixando dinheiro no caixa nem para o pagamento do salário dos servidores. Antes Dilma já havia mentido ao dizer que tinha doutorado. Foi pega na mentira e tentou consertar. Dilma mente que é contra o aborto depois de tê-lo defendido numa entrevista para o Jornal Folha de S. Paulo. Dilma mente ao afirmar que não sabia das estrepolias de sua amiga íntima e braço direito Erenice na Casa Civil e de seu amigo íntimo e braço direito Cardeal na Eletrobras. Nao só sabia como participava. Ou será que é tão incompetente que não percebia o roubo debaixo do seu nariz?
Agora Dilma a candidata laranja (sim porque Lula aparece mais no programa dela que ela própria) tenta dar uma de boa moça na TV pedindo para a militancia fazer uma campanha de paz e amor. Da boca pra fora ela diz isso, mas no particular incentiva a violencia. O comandante da agressão a Serra na quarta-feira foi identificado. Trata-se de um candidato derrotado a deputado pelo PT do Rio, para quem Dilma pediu voto e que se vangloria de ser amigo dela.
Mas a violencia mão pára por ai. A viuva de Chico Mendes, Ilzamar Mendes, declarou apoio a Serra e teve a casa invadida por militantes do PT, que queriam inimidá-la e obrigá-la a mudar de posicionamento político. Esses militantes seguem a cartilha escrita pelo principal articulador da campanha de Dilma, José Dirceu, que prega em praça pública que os militantes devam descer o braço nos adversarios e do proprio Lula que também em praça pública manda os militantes exterminarem a oposição. Alias, usar o verbo exterminar combina bem com a ação do PT, porque era o verbo favorito dos nazistas quando se referiam aos judeus. Exterminar judeus era a diversão favorita de Hitler e seus assassinos travestidos de intelectuais. Para isso usavam os métodos mais violentos de que a história tem notícia. Como o PT, que apóia o ditador iraniano Ahmadinajad, que adora matar mulheres a pedradas em praça pública.
A mais nova confirmação do método violento de Dilma & Cia está na mais acessada Mídia Social do momento, o Twitter. Um tal de Fróes, cujo perfil é @morteaoserra pregou as barbáries comuns no dia-a-dia da campanha de Dilma, a mulher que tem um discurso num canto e outra prática. É lógico que os aloprados vão dizer que o perfil foi criado pela campanha de Serra para jogar a culpa na santa Dilma. Só vai ficar dificil eles manterem esse argumento quando ficarem sabendo que o perfil foi retirado do ar a pedido da Coordenaçáo de Campanha de Dilma. Tarde demais. Parte das mensagens, que com certeza eram de conhecimento de Dilma & Cia. está gravada. Lula e Dilma estão fazendo campanha com ódio e ataques gratuitos. Lula por exemplo, difamou, injuriou, caluniou e feriu a honra do médico que atendeu Serra após a agressão na quarta-feira no Rio (Agora de manhã esta sendo realizado um ato de desagravo ao medico). Ao destilar seu ódio e seu veneno em rede nacional Lula incentivou a militancia petista a atacar mais e mais. O resultado são convocações como a que você vê abaixo:
É isso que você quer para o Brasil? Pior Hoje de manhã governadfores aliados de Dilma ja informaram que vão mesmo controlar a liberdade de expressão e da impresan. Certamente é porque eles não querem que a população fique sabendo de atos de selvageria, barbárie e ódio extremado que eles usam no dia-a-dia. Pense nisso antes de votar no domingo.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
POLÍTICOS INTERFEREM NA DEFENSORIA PÚBLICA
Maurelio Menezes
Está em andamento em Mato Grosso uma outra campanha eleitoral e com uma interferência externa das mais nefastas e prejudicias á sociedade. A Constituição Federal prevê que o Brasil tem três poderes que são independentes entre si. A Defensoria Pública é um órgão do Executivo, mas trabalha basicamente com o Judiciário porque tem como função básica defender cidadãos que não têm condições de pagar advogados para defendê-los de acusações e de ações muitas vezes injustas. Por isso mesmo deveria gozar de independência inclusive em relação à instuição a que está subordinada, o Estado. Essa seria a única forma de se garantir ao cidadão uma justiça cidadã. Mas infelizmente não é isso que está acontecendo em Mato Grosso na campanha que vai escolher a lista tríplice da qual sairá o nome do próximo Defensor Geral.
Boa parte das ações em que a DP se envolve tem como réu o poder público, portanto, uma interferencia deste ou daquele poder na eleição pode significar a manipulação de resultados ou de ações de forma a prejudicar o cidadão para beneficiar este ou aquele poder.As informações que são transmitidas por servidores da DP em Ciuabá e no interior são que pelo menos tres deputados estaduais e um federal, além do governador Silval Barbosa estão jogando pesado para fazer o sucessor de Djalma Sabo Mendes, que vai tentar a reeleição. Ele próprio foi na eleição passada beneficiário de uma imoral interferencia no processo eletivo. Tendo perdido a eleição para a então Defensora Geral, Karol Rotini, que tentava a reeleição, foi nomeado pelo governador Blairo Maggi, que desprezou os 80 por cento de votos obtidos por ela na eleição.
A administração de Djalma foi, de acordo com alguns servidores, péssima. Ela se caracterizou pelo gasto exorbitante em viagens, a maioria feita com aviões fretados (mesmo quando a distância era pequena como Cuiabá-Rondonópolis) e pelo protecionismo a amigos , que teriam sido promivos à revelia da lei. A situação é tão crítica que comenta-se que inimigos tradicionais dentro da Defensoria se uniram para impedir a reeleição dele, tamanho teria sido o desastre de sua administração.
Djalma Mendes, parente do Ministro Gilmar Mendes (que teria sido seu principal padrinho na eleição passada) estaria agora sendo defendido pelo Deputado Mauro Savi, presidente da AL e que vai assumir interinamente o governo do Estado. Juntamente com Savi, o governador Silval também seria cabo eleitoral do atual Defensor Geral e ja teria enviado um recado: vai nomeá-lo mesmo que não seja ele o mais votado.Qual seria o real interesse do governador em bancar a reeleição de Djalma Mendes?
Os deputados José Riva e Sérgio Ricardo também estariam interferindo no processo eleitoral, jogando pesado para tirar Djalma Mendes da cadeira de Defensor Geral, que seria André Luiz Pietro. Qual o real interesse dos dois deputados mais votados de Mato Grosso em fazer o sucessor do quase biônico Djalma?
Mais recentemente um novo personagem entrou na campanha interferindo como pode. Trata-se do deputado federal reeleito Valtenir Pereira, que é Defensor Público de origem. Ele esteve na Defensoria pelo menos quatro vezes nos ultimos trinta dias, uma inclusive hoje, para tentar emplacar seu irmão Valdenir como sucessor de Djalma Sabo. No caso da dupla Valtenir/Valdenir, a visão de quem está no processo eleitoral é que se trata de um blefe. Ambo acenam com a Defensoria Geral para num processo de negociação ganharem um cargo como os de Sub Defensor Geral ou Corregedor. Mas qual será o real interesse de Valtenir em emplacar seur irmão em algum cargo na Defensoria?
De qualquer forma é lamentável essa intereferência. Perde o cidadão que vai ver seus direitos serem transformados em objeto de manipulação e de interesses certamente não confessáveis de pessoas que nada têm a ver com a DP. Quando será que o cidadão será respeitado neste Estado? Quando será que seus interesses não serão meros joguetes na mão de quem tem obrigação de zelar por ele?
Está em andamento em Mato Grosso uma outra campanha eleitoral e com uma interferência externa das mais nefastas e prejudicias á sociedade. A Constituição Federal prevê que o Brasil tem três poderes que são independentes entre si. A Defensoria Pública é um órgão do Executivo, mas trabalha basicamente com o Judiciário porque tem como função básica defender cidadãos que não têm condições de pagar advogados para defendê-los de acusações e de ações muitas vezes injustas. Por isso mesmo deveria gozar de independência inclusive em relação à instuição a que está subordinada, o Estado. Essa seria a única forma de se garantir ao cidadão uma justiça cidadã. Mas infelizmente não é isso que está acontecendo em Mato Grosso na campanha que vai escolher a lista tríplice da qual sairá o nome do próximo Defensor Geral.
Boa parte das ações em que a DP se envolve tem como réu o poder público, portanto, uma interferencia deste ou daquele poder na eleição pode significar a manipulação de resultados ou de ações de forma a prejudicar o cidadão para beneficiar este ou aquele poder.As informações que são transmitidas por servidores da DP em Ciuabá e no interior são que pelo menos tres deputados estaduais e um federal, além do governador Silval Barbosa estão jogando pesado para fazer o sucessor de Djalma Sabo Mendes, que vai tentar a reeleição. Ele próprio foi na eleição passada beneficiário de uma imoral interferencia no processo eletivo. Tendo perdido a eleição para a então Defensora Geral, Karol Rotini, que tentava a reeleição, foi nomeado pelo governador Blairo Maggi, que desprezou os 80 por cento de votos obtidos por ela na eleição.
A administração de Djalma foi, de acordo com alguns servidores, péssima. Ela se caracterizou pelo gasto exorbitante em viagens, a maioria feita com aviões fretados (mesmo quando a distância era pequena como Cuiabá-Rondonópolis) e pelo protecionismo a amigos , que teriam sido promivos à revelia da lei. A situação é tão crítica que comenta-se que inimigos tradicionais dentro da Defensoria se uniram para impedir a reeleição dele, tamanho teria sido o desastre de sua administração.
Djalma Mendes, parente do Ministro Gilmar Mendes (que teria sido seu principal padrinho na eleição passada) estaria agora sendo defendido pelo Deputado Mauro Savi, presidente da AL e que vai assumir interinamente o governo do Estado. Juntamente com Savi, o governador Silval também seria cabo eleitoral do atual Defensor Geral e ja teria enviado um recado: vai nomeá-lo mesmo que não seja ele o mais votado.Qual seria o real interesse do governador em bancar a reeleição de Djalma Mendes?
Os deputados José Riva e Sérgio Ricardo também estariam interferindo no processo eleitoral, jogando pesado para tirar Djalma Mendes da cadeira de Defensor Geral, que seria André Luiz Pietro. Qual o real interesse dos dois deputados mais votados de Mato Grosso em fazer o sucessor do quase biônico Djalma?
Mais recentemente um novo personagem entrou na campanha interferindo como pode. Trata-se do deputado federal reeleito Valtenir Pereira, que é Defensor Público de origem. Ele esteve na Defensoria pelo menos quatro vezes nos ultimos trinta dias, uma inclusive hoje, para tentar emplacar seu irmão Valdenir como sucessor de Djalma Sabo. No caso da dupla Valtenir/Valdenir, a visão de quem está no processo eleitoral é que se trata de um blefe. Ambo acenam com a Defensoria Geral para num processo de negociação ganharem um cargo como os de Sub Defensor Geral ou Corregedor. Mas qual será o real interesse de Valtenir em emplacar seur irmão em algum cargo na Defensoria?
De qualquer forma é lamentável essa intereferência. Perde o cidadão que vai ver seus direitos serem transformados em objeto de manipulação e de interesses certamente não confessáveis de pessoas que nada têm a ver com a DP. Quando será que o cidadão será respeitado neste Estado? Quando será que seus interesses não serão meros joguetes na mão de quem tem obrigação de zelar por ele?
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
VIDEO MOSTRA QUE SERRA FOI MESMO AGREDIDO
E agora Lula? Vai pedir desculpa ao povo brasileiro por sua grosseria?
Maurelio Menezes
O PT usou uma reportagem do SBT para vender a imagem de que Serra simulou a agressão. Pela reportagem, cuja edição é um primor de amadorismo, o candidado do PSDB foi atingido "por algo que parece um bolinha de papel". Durante todo o dia nas midias sociais militantes digitais de Dilma criaram tags e divulgaram a versão oficial do partido, que foi usada também no horario eleitoral de forma irresponsável. Qualquer pessoa com o mínimo de conhecomento de edição percebe que há momentos muito diferentes nas imagens e que são diferentes também os momentos da bolinha de papel e docolocar a mão na cabeça por Serra.
Não se pode afirmar se a reportagem mal feita pelo SBT surgiu da vontade do repórter em se tormnar celebridade ou se a edição foi manipulada por má fé, sob orientação da campanha de Dilma. A segunda opção parece mais lógica já que ela bate com a campoanha feita pela raivosa militancia digital durante todo o dia nas midias sociais especialmente no Twitter, onde, de acordo com o Portal UOL, se tornou um dos principais assuntos do dia. De qualquer forma um jornalista que se presta a isso deveria repensar a opção profissional que fez um dia.
Lula, que deixou de ser presidente para se travestir de um militante radical, que destila ódio a cada vez que entra no ar, cometeu dois crimes de uma só vez: num evento oficial atacou o candidato da oposição (crime eleitoral) e caluniou, difamou e feriu a honra do médico que o atendeu (crime cível). Reportagem do Jornal Nacional ( video está abaixo) fez o que qualquer jornalista deveria fazer: ouvir diversas opiniões, um perito e analisar todas as imagens possiveis e imagináveis. A conclusão para qualquer pessoa que assista ao video é uma só: Serra foi agredido outra vez depois de ser atingido por uma bolinha de papel. Repórteres presentes á cobertura reafirmaram que houve dois momentos e duas agressões. Uma reporter inclusive afirmou que entre um momento e outro ha uma diferença de cerca de 15 minutos (na reportagem do SBT e na versão da campanha da Dilma tudo é mostrado como se fosse uma coisa só).
E agora, o que vai fazer o raivoso cabo eleitoral Lula? Vai pedir desculpas ao povo brasileiro pelas bobagens que falou? Vai pedir desculpa ao médico a quem difamou, caluniou e feriu a honra pessoal e profissional? Duvido que o faça porque quem mente como ele tem mentido não tem caráter, personalidade e humildade suficientes para isso. É lamentavel que a opção dele tenha sido essa: entrar para a história como o Ser que demonstrou ser nesta campanha.
Confira abaixo o vídeo completo (7`06") da reportagem do Jornal Nacional que desmacara o presidente (com "p" minúsculo mesmo) e a versão que Dilma e o PT tentaram durante todo o dia enfiar goela abaixo do brasileiro.
Maurelio Menezes
O PT usou uma reportagem do SBT para vender a imagem de que Serra simulou a agressão. Pela reportagem, cuja edição é um primor de amadorismo, o candidado do PSDB foi atingido "por algo que parece um bolinha de papel". Durante todo o dia nas midias sociais militantes digitais de Dilma criaram tags e divulgaram a versão oficial do partido, que foi usada também no horario eleitoral de forma irresponsável. Qualquer pessoa com o mínimo de conhecomento de edição percebe que há momentos muito diferentes nas imagens e que são diferentes também os momentos da bolinha de papel e docolocar a mão na cabeça por Serra.
Não se pode afirmar se a reportagem mal feita pelo SBT surgiu da vontade do repórter em se tormnar celebridade ou se a edição foi manipulada por má fé, sob orientação da campanha de Dilma. A segunda opção parece mais lógica já que ela bate com a campoanha feita pela raivosa militancia digital durante todo o dia nas midias sociais especialmente no Twitter, onde, de acordo com o Portal UOL, se tornou um dos principais assuntos do dia. De qualquer forma um jornalista que se presta a isso deveria repensar a opção profissional que fez um dia.
Lula, que deixou de ser presidente para se travestir de um militante radical, que destila ódio a cada vez que entra no ar, cometeu dois crimes de uma só vez: num evento oficial atacou o candidato da oposição (crime eleitoral) e caluniou, difamou e feriu a honra do médico que o atendeu (crime cível). Reportagem do Jornal Nacional ( video está abaixo) fez o que qualquer jornalista deveria fazer: ouvir diversas opiniões, um perito e analisar todas as imagens possiveis e imagináveis. A conclusão para qualquer pessoa que assista ao video é uma só: Serra foi agredido outra vez depois de ser atingido por uma bolinha de papel. Repórteres presentes á cobertura reafirmaram que houve dois momentos e duas agressões. Uma reporter inclusive afirmou que entre um momento e outro ha uma diferença de cerca de 15 minutos (na reportagem do SBT e na versão da campanha da Dilma tudo é mostrado como se fosse uma coisa só).
E agora, o que vai fazer o raivoso cabo eleitoral Lula? Vai pedir desculpas ao povo brasileiro pelas bobagens que falou? Vai pedir desculpa ao médico a quem difamou, caluniou e feriu a honra pessoal e profissional? Duvido que o faça porque quem mente como ele tem mentido não tem caráter, personalidade e humildade suficientes para isso. É lamentavel que a opção dele tenha sido essa: entrar para a história como o Ser que demonstrou ser nesta campanha.
Confira abaixo o vídeo completo (7`06") da reportagem do Jornal Nacional que desmacara o presidente (com "p" minúsculo mesmo) e a versão que Dilma e o PT tentaram durante todo o dia enfiar goela abaixo do brasileiro.
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