quinta-feira, 7 de outubro de 2010

DIA 26 VOCÊ TEM ENCONTRO MARCADO COM 11 MULHERES

Maurelio Menezes


Dia 31 todos nós temos um encontro muito especial com a democracia. Vamos escolher o futuro que queremos para o Brasil. Mas qualquer que seja a nossa opção (e a minha é José Serra, porque acredito que o Brasil realmente pode mais, muito mais), cinco dias antes temos um encontro marcado no SESC Arsenal, em Cuiabá,  com as 11 mulheres criadas por Luiza Volpato.

Mascaras é o primeiro livro de fiçção de Luiza, Psicóloga, doutora em História, ex professora da UFMT, sem dúvida alguma uma das mais brilhantes intelectuais de Mato Grosso. São onze contos com onze histórias de paixões, vitórias, dores, superações. O fantástico nessas histórias é que toda mulher que as ler irá se enxergar numa ou em várias delas.

O convite digital acabou de sair do forno e eu cometo a indiscrição de distribuí-lo nas midias sociais antes da autora fazê-lo porque tenho certeza que você será bem vind@ na noite de autógrafos

terça-feira, 5 de outubro de 2010

MAIS UM OLHAR SOBRE O RESULTADO DA ELEIÇÃO EM MT

Maurelio Menezes

Pedro Taques saiu da quarta colocação em todas as pesquisas durante toda a campanha, para ficar com folga com a segunda vaga para o Senado, possibilidade que essas mesmas pesquisas só apontaram na véspera das eleições.

Porque as pesquisas fizeram isso é mais que sabido. Elas são encomendadas e manipuladas de acordo com interesses que não são o cidadão. E, tradicionalmente, na véspera se aproximam do real. No caso de Pedro Taques havia muita gente interessada em que ele não se elegesse. E não eram apenas seus adversários na corrida pelo Senado. Como a maioria dos veículos de comunicação estava a soldo de adversários do candidato do PDT é de se supor quem estava por trás dessa manipulação especialmente de metodologia da pesquisa ao Senado

Pedro Taques conseguiu se eleger com o voto do sentimento de revolta contra o que aí está. Uma prova disso é que em Rondonópolis Blairo Maggi ganhou por muito pouco e em Cuiabá foi derrotado por Pedro, que fez uma campanha desprendida, propositiva. Desde o inicio foi ele o único candidato a lembrar pedagogicamente o eleitor que este ano ele votaria em dois candidatos para o senado. A maioria dos demais estava preocupada em negociações de bastidores. Ele em apenas esclarecer o eleitor e pedir um dos votos para ele.

Trechos de um comentário assinado por Angélica Passos e postado no Blog Prosa&Política reflete bem o sentimento de muita gente que fez o novato Pedro Taques a derrotar os veteranos Antero Paes de Barros e Carlos Abicalil.

“[...]a vitória de Pedro Taques,[...] me mostrou que sim, é possível. É possível, antes de mais nada, manter aceso dentro de nós o sentimento de esperança e a crença nos bons princípios. Na ética, no respeito, no trabalho honesto, na vitória como um sonho limpo! Repito: mais que uma vitória, a campanha de Pedro Taques me serviu como inspiração. Foi como um feito que me provou e desbancou qualquer conflito oculto dentro de mim, que ainda teimava em reprimir algumas de minhas crenças, algumas de minhas esperanças.  Ser puro, sonhador, correto, honesto, simples e grandioso. E não desistir jamais! Essa é a lição Taques que fica pra mim! [...]não deve haver medo. Não deve haver desesperança. Deve haver vida! Deve haver trabalho. Deve haver, antes de tudo, bondade no coração e eterno respeito as nossas mais valiosas crenças, virtudes e princípios. É….. a vitória de Pedro Taques mexeu comigo! Parabéns! E que todos nós sejamos muito bem vindos ao tempo da esperança, da realização, da batalha, da luta, do amor, da BONDADE![...]”.

Mas o que se pode esperar de Pedro Taques no Senado? Ele que sempre foi muito criticado por supostamente adorar holofotes. No caso da prisão de Arcanjo, por exemplo, o comentário mais corrente era que ele prendeu o monstro, mas não prendeu o médico, ou seja, os poderosos que haviam fabricado Arcanjo continuavam e continuam à solta.

De um amigo, ouvi há tempos sobre o ego de Pedro Taques: “Ele é tão vaidoso que se Deus bobear ele toma o lugar dEle”. A seu favor, ouvi de uma amiga que “Pedro é uma pessoa que escuta.... É turrão, mas é do tipo que escuta.” Faz sentido porque se tivesse ido para onde apontava seu nariz (e sua provável vaidade, sua auto-suficiência) como, aliás, fizeram alguns de seus adversários, não teria ganho a eleição .

Logo após a eleição ele já começou a marcar terreno ao apresentar seu cartão de visitas ao afirmar que não sente obrigação em apoiar Dilma no segundo turno pois embora seu partido, o PDT, seja da base governista, quando “a candidata do PT esteve aqui pediu votos apenas para os outros dois candidatos (Blairo e Abicalil)”

Se ele não tiver a qualidade apontada pela minha amiga não poderá superar os defeitos apontados pelos seus adversários (ou seria mais apropriado escrever inimigos?) mas se a tiver, poderá fazer a diferença em Brasília e realmente inaugurar, como escreveu Angélica Passos, uma nova era,a era “da esperança, da realização, da batalha, da luta, do amor, da BONDADE!”. Os próximos dias dirão se isso vai mesmo acontecer ou se as afirmações pós eleição eram mais  algumas bravatas sempre identificadas neleo pelos seus adversários.

Mais do que isso, estará com o resultado prático de seu trabalho no setor público, pavimentando um caminho que outros não se preocuparam em pavimentar e poderá, com certeza pensar concretamente em vôos maiores na política partidária.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

UM OLHAR SOBRE O RESULTADO DAS ELEIÇÕES EM MT

Maurelio Menezes

O resultado das eleições em Mato Grosso leva a algumas conclusões muito claras. Esta foi a eleição das traições, da comercialização de consciências e opiniões, do desrespeito a legislação e dos crimes confessos. Quem traiu acabou pagando caro mesmo obtendo exito na traição. E isso em todos os partidos.

O caso mais cristalino foi o do PT, porque foi explícito. A senadora Serys Slhessarenko se disse traida pelo grupo comandado por Carlos Abicalil, Alexandre César e Ságuas Moraes. Abicalil, que tinha certeza da eleição para o senado, a perdeu de forma inapelável. Alexandre Cesar não conseguiu se reeleger. Como consolo  pode argumentar que conseguiu cerca de 10% a mais de votos que em 2006 enquanto o eleitorado no Estado cresceu cerca de 5%. Mas 2 mil votos é muito pouco para quem exerceu o cargo de deputado por três anos. De duas uma: ou o mandato dele não foi aprovado pela população ou a traição pesou na hora do voto. Como Alexandre foi um dos deputados mais ativos, resta a segunda opção, a da traição.

Abicalil atropelou a intenção de Serys ser candidata à reeleição e trocou uma reeleição certa de Deputado Fedreal pela candidatura ao Senado. Mato Grosso não tem a tradição de eleger dois senadores do mesmo bloco político, mas Abicalil tinha certeza que estava acima disso. E pagou caro. No caso dele não acredito que tenha sido apenas a traição. Ele pagou também pela incoerência e por colocar os interesses do partido acima do interesse dos cidadãos, defendendo o aborto e mensaleiros e indo contra reajuste de proventos para os aposentados. Já escrevi aqui sobre as incoerencias de Abicalil, de quem ja fui eleitor (confira aqui), mas a traição pesou muito contra ele e nem todo o aparato financeiro que usou o salvarou.

Saguas, o outro acusado de traição por Serys, está com a corda no pescoço. Se Pedro Henry tiver a eleição confirmada (ele está na lista dos Fichas Sujas) Ságuas perde a vaga de Deputado Federal  e vira suplente. Isso depois de ficar tres anos como Secretário de Educação, numa gestão polemica que rendeu greves de professores, denuncias de corrupção, investigações da Polícia Federal e o caos no setor. Hoje, por exemplo, milhares de alunos estão sem aulas por falta de professores (em consequencia de aposentadorias e licenças médicas ou maternidade), de sala de aula (escolas sendo reformadas eno periodo letivo). A gestão foi tão ruim que uma das secretarias adjuntas dele, prof. Verinha, conseguiu votação pífia, 4.635 votos, menos do que conseguira por exemplo em sua ultima eleição como vereadora de Cuiabá.

E sobrou Serys, que fez campanha explicita para outros candidatos ao senado e levou o troco nas urnas. A verdade é que o grupo, e aí todos têm culpas, acabaram de enterrar o PT com essa brigalhada interna. E com um detalhe: o grupo de Abicalil (que está sendo chamado no miniblog Twitter de Abicaiu) poderia, se esse era o desejo, enterrar Serys deixando-a ser candidata ao Senado, eleição que certamente ela perderia.

Mas sobraram traições também em outros partidos. O PR desde o inicio da campanha teve que lutar com divisões internas e apoio explícito de alguns caciques a Mauro Mendes, que se bandeara para o PSB, num aparente jogo de cena. Em partidos menores que teriam sido cooptados pelos cifrões supostamente oferecidos pelo PMDB de Silval Barbosa,  para abandonarem seus barcos. Coincidentemente ou não muitos deles apoiaram a campanha do candidato á reeleição.

No PSDB, Wilson Santos comentou comigo há cerca de 20 dias o quanto estava magoado com traição de "companheiros que estavam comigo há vinte anos. Hoje sei que não eram meus amigos e sim amigos do secretário, do vereador, do deputado estadual, do deputado federal e do Prefeito." . Mas não foram apenas esses que trairam WS. Candidatos a todos os cargos só pediam votos para o candidato a Governador quando ele estava próximo. Mas nas campanhas individuais não só não pediam, como até faziam campanha contra, movidos sabe-se lá por quais interesses. Ou melhor sabe-se sim, mas não se prova. Todos eles pagaram nas urnas por isso.

Pedro Taques em entrevista ao RDNews (confira aqui) ainda no centro de Eventos Pantanal disse uma verdade que políticos à moda antiga, aproveitadores e manipuladores precisam aprender: Essa é uma mensagem de que não existe mais gente boba. Não existe mesmo, da mesma forma que não existe leitor, telespectador, ouvinte e internauta bobo. Que isso sirva de lição a todos.

sábado, 2 de outubro de 2010

ESTADÃO DIVULGA DENUNCIA DE EMPRESARIO CONTRA BLAIRO MAGGI

Maurelio Menezes


Mato Grosso é mais uma vez destaque na midia nacional. No Telejornal Hoje reportagem acaba de mostrar o ar que respiramos em Cuiabá, fruto da irres0ponsabilidade do Governo do Estado  que não controlou queimadas  que trazem para capital a fumaça assassina. Mato Grosso está em chamas e nós pagamos o pato. Confira aqui a reportagem Respirar em Cuiabá é o mesmo que fumar meio maço de cigarro todos os dias . Há alguns dias o ex governador Blairo Maggi confessou que o Estado não tem condições de enfrentar as queimadas. Mato Grosso nao tem condições de enfrentar muitas outras coisas, pois o que a cada dia fica mais claro é quer há anos se instalou aqui um grupo que mistura o público com o privado e usa o público para se dar bem no privado.
Diante das denúncias feitas contra a atual administração de Blairo Maggi e de Silval Barbosa, a conclusão é que o Estado não dá conta de cuidar de sua população porque muito dinheiro some nos corredores do Palácio Paiaguas. Afinal com certeza a situação poderia ser melhor se o Estado aplicasse, por exemplo,  os 185 milhões de reais em impostos perdoados ilegal e imoralmente a uma empresa do Paraná. Para que esse perdão fosse concretizado, Blairo assinou ás vésperas do Natal um decreto retroativo ao período em que ela, e só ela, pudesse ser beneficiada. Detalhe: essa empresa vendia produtos para o grupo AMaggi.

Também a situação estaria melhor se os oficiais 45 milhões de reais (esses são os oficiais, reconhecidos pelo governo, mas estima-se que a fraude, o roubo seja de mais de 100 milhões de reais)superfaturados na compra de maquinários fossem aplicados no cuidado com a gente que mora em Mato Grosso.

E com a confissão do empresário Persio Briante Mato Grosso mais uma vez é destaque nacional. primeiro no principal jornal economico do país, o Valor Econômico, e hoje com meia pagina no jornal O Estado de São Paulo.




Ontem a tarde profissionais ligados ao ex governador fizeram uma força tarefa mantendo contato com jornalistas, blogueiros e donos de veículos para que o depoimento do empresário, que vazou na parte da manhã, não se tornasse destaque nacional. Essa força tarefa com certeza encomendada pelos chefes deles é uma espécie de confissão, afinal, como diz o velho ditado popular, quem não deve não teme. Confira abaixo a reportagem de Fausto Macedo, aquela que Maggi tentou evitar o que significa que, pelo que tudo indica, o dinheiro desviado dos maquinários está na palma da mão.



EMPRESARIO DENUNCIA PROPINA NA CAMPANHA DE BLAIRO MAGGI

Dono de concessionária de caminhões diz que ex-secretário exigiu 5% do valor pago pelo governo na aquisição de máquinas

POR FAUSTO MACEDO – O Estado de S.Paulo

O empresário Pérsio Briante, dono da Extra Caminhões, concessionária em Cuiabá, denunciou ao Ministério Público do Mato Grosso suposto esquema de cobrança de propinas para financiamento da campanha do ex-governador Blairo Maggi (PR), candidato ao Senado. Perante força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Civil, ele relatou detalhes sobre reuniões reservadas que teriam ocorrido com outros oito empresários do setor e Vilceu Marcheti, ex-secretário de Infra Estrutura do Estado.

Marcheti foi um dos coordenadores do programa MT 100% equipado – plano de Blairo para distribuir a prefeituras 705 máquinas com recursos do BNDES no montante de R$ 241 milhões.

Divulgado ontem, o depoimento de Briante foi dado em 24 de junho dentro de um inquérito aberto pela Delegacia de Polícia Fazendária. São 12 páginas. Segundo ele, Marcheti teria exigido 5% sobre o valor pago pelo governo na aquisição de caminhões, pás carregadeiras, motos niveladoras, escavadeiras hidráulicas, cavalos mecânicos e semi reboques.

O depoimento do empresário foi tomado pelos delegados Rogério Atílio Modelli e Alana Derlene de Souza Cardoso e pelos promotores Ana Cristina Barduco Silva e Mauro Zaque de Jesus. “Vilceu Marcheti disse que estava arrecadando o dinheiro que se destinava a subsidiar a campanha de Blairo”, delatou Briante, há 27 anos estabelecido em Cuiabá. “Ele falou abertamente que os 5% deveriam ser entregues em dinheiro vivo.” Segundo o empresário, o então secretário de Estado foi taxativo. “Ele disse que queria esse dinheiro e que era para eu me virar para pagar.”

Briante disse que soube do programa MT 100% equipado em junho de 2009 e procurou setores da administração Blairo para obter mais informações. Segundo ele, houve diversos encontros com outros empresários interessados no negócio. Numa dessas reuniões decidiu-se pela divisão dos lotes no pregão, que ocorreu no dia 9 de setembro de 2009.

O empresário afirmou que Marcheti começou a pressioná-lo, “cobrando insistentemente o valor”. Disse que viajou ao exterior “para fugir do assédio”. “Ele ligava constantemente na minha empresa e deixava recados para eu ir conversar. Eu já não suportava mais a pressão e comecei a falar para diversas pessoas que estava sendo extorquido.”

Briante disse que comentou o caso com um ex-secretário da Fazenda, que “o aconselhou a não pagar”. Segundo a denúncia, o edital do pregão foi publicado “tendo por base o acordo fechado entre os representantes do governo e os fornecedores”.

“Todo mundo estava satisfeito, aguardando a chegada dos caminhões, a entrega e o recebimento”, declarou Briante. “Os orçamentos apresentados pela minha empresa para a formação do preço de referência já estavam majorados a fim de cobrir o pagamento da comissão exigida. Posso afirmar que todos os fornecedores já tinham os preços alinhados para não dar problema no dia do pregão.” Ele disse que tomou R$ 15 milhões em duas instituições financeiras para pagar a fábrica.

Em nota pública, Blairo rechaçou ontem as denúncias. “Ao longo de mais de sete anos como governador de Mato Grosso jamais ordenei, incentivei ou assenti que secretários de Estado, servidores públicos, empresários ou quaisquer outras pessoas viessem a praticar atos que atentassem contra a lei, a moral e o respeito ao cidadão.”

Segundo a nota, “ao tomar conhecimento de indícios de superfaturamento na operação, Blairo, então governador de Mato Grosso, imediatamente tomou todas as medidas cabíveis no campo administrativo e junto ao Poder Judiciário, posicionamento compartilhado por seu sucessor no Executivo estadual, Silval Barbosa (PMDB)”.<

Ele destacou “seu desejo máximo de que as investigações encabeçadas pelo Ministério Público e Delegacia Fazendária elucidem o mais rápido possível todos os detalhes do caso e que todos os eventuais responsáveis sejam punidos com o rigor que a lei e a sociedade mato-grossense exigem”.

“Para mim foi uma surpresa muito grande essa denúncia”, reagiu o ex-secretário Vilceu Marcheti, que foi vereador e prefeito de Primavera do Leste (MT). Ontem à tarde, ele registrou escritura pública no 6.º Tabelião de Cuiabá por meio da qual nega qualquer irregularidade. “Tenho uma história ilibada na vida pública, todas as minhas contas sempre foram aprovadas, não tenho um arranhãozinho só. Foram 7 anos no governo Blairo sem nenhuma mácula, cuidando das maiores licitações. Vou tomar providências contra esse empresário.”

Briante, o acusador, também divulgou nota em que reafirma tudo o que disse aos promotores e delegados. “Minhas declarações são verídicas e eu não desminto absolutamente nenhuma delas. As declarações foram dadas com o intuito de desmontar a “fábrica de corrupção” que existia naquele órgão (Secretaria da Infraestrutura), que conduziu e realizou o processo licitatório e seu comando foi exonerado.”

Briante disse que o vazamento de seu depoimento “fere a Constituição e o Código Penal”. Afirmou que vai “requerer às autoridades” punição a quem divulgou seu relato.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE ESTADO...

Maurelio Menezes


Depoimento do empresário Pérsio Briante desmente Silval Barbosa, de acordo com quem todo o dinheiro desviado na compra de maquinários pelo governo do Estado já teria sido devolvido, o que agora fica comprovado, não é verdade. Mais ainda, dá mais força á história que corre por Cuiabá de que Blairo Maggi somente começou a apoiar Silval Barbosa de verdade porque estaria sendo chantageado por ele, que estaria ameaçando vazar o objetivo da fraude na compra de maquinários: fazer caixa para a campanha ao senado do ex-governador.

Por essa versão, Blairo apostava que Silval não decolaria e o PR embarcaria na candidatura de Mauro Mendes que só começou a fazer oposição de fato ao governo quando percebeu que o apoio acertado não viria.

A denuncia sobre os destino do dinheiro foi postado ha pouco no Blog Prosa & Politica de Adriana Vandoni. Confira o post:

Segundo empresário, secretário cobrava propina para caixa da campanha de Blairo Maggi

Em depoimento prestado no dia 24 de junho, o empresário Pérsio Briante, dono da Extra Caminhões, contou que logo que tomou conhecimento, em junho de 2009, de que o governo do estado faria uma licitação para compra de caminhões e maquinários, procurou a secretaria de infraestrutura e de administração para se inteirar da licitação, bem como com o então governador, Blairo Maggi. Logo depois ele foi procurado pelo dono de outra empresa do ramo, a Mônaco Diesel, Silvio Escalabrim e seu gerente de nome Rui, que lhe fizeram a proposta de alinharem os preços para participarem do pregão.

Segundo o depoimento, várias reuniões foram feitas nesse sentido com a participação de representantes de outras empresas como a Volvo e a Iveco, inclusive com a participação de representantes do governo estadual. Teria ficado acertado que eles apresentariam preço cheio, isto é, “com a margem a maior de 10%”, e que depois devolveriam de 5 a 10% para o governo. Na última reunião teria ficado estabelecida a divisão dos lotes de cada empresa.

Estabelecida essa divisão e o preço que iriam apresentar, o edital do pregão foi elaborado tendo por base o acordo.


Após as máquinas terem sido entregues, com pompa como o último ato do então governador Blairo Maggi que deixaria o cargo para disputar o senado, o empresário Pérsio declarou que passou a ser procurado pelo então secretário de Infraestrutura Vilceu Marchetti (que caiu com a deníncia e hoje coordena a campanha de Maggi), que cobrava os 5 % de propina. Segundo trecho do depoimento, Vilceu teria dito que estava cobrando em nome de Blairo Maggi e do secretário chefe da Casa Civil, Eumar Novack. Orientou Pérsio que o valor teria que ser entregue em dinheiro vivo e que o destino seria a campanha ao senado de Blairo Maggi, conforme imagem.


Se juntarmos esse escandalo ao fraudulento perdão de divida de mais de 185 milhões de reais de impostos a uma empresa que fornecia insumos a AMaggi, o denunciado desvio de 15 milhões de reais na SEDUC e a tantos outros, conhecidos e desconhecidos, fica claro que, como diria o Presidente Lula, Nunca na história deste pais, roubou-se tanto em Mato Grosso.


Fica claro também que é necessário um segundo turno nas eleições daqui, pois sem ele corre-se o risco de o poder continuar a ser exercido pelo grupo que aí está e que sempre governou para poucos, sempre privilegiou os amigos e sempre viveu do que o empresário Pérsio Briante teve agora coragem de denunciar.


Alias, Pérsio tem o costume de fazer caminhadas trajando bermudas e tênis. Quando decidiu contar tudo comentou isso com a mãe que lhe disse: "Filho você vai acabar que nem o Savio Brandão. Só que ele estava de terno e você estará de bermudas e tênis". Isso me foi contato pelo próprio Pérsio no mesmo dia em que revelou o esquema. É de se esperar que nada aconteça a ele, até porque se acontecer de antemão saber-se-á quem são os principais suspeitos

DOMINGO, VOCÊ, ELEITOR, SERÁ O DONO DO MUNDO

Maurelio Menezes

A história se repetiu. As eleições majoritárias foram as estrelas da campanha que está terminando. A maioria dos brasileiros chega ao dia 3 sabendo em quem vai votar para Presidente, Governador e Senador. Mas vai votar em qualquer um para deputado estadual e federal. Exatamente por isso, em pouco tempo teremos muitos eleitores criticando os políticos, num círculo vicioso que não termina nunca. Nós votamos mal porque não escolhemos com isenção e competência nossos deputados. Feitas as devidas e honrosas exceções, votamos em candidatos porque são nossos amigos, porque um amigo nos indicou, porque ele pertence a um partido que, teoricamente (até porque os partidos no Brasil somente existem na teoria), é o nosso partido, porque têm um bom papo... Propostas concretas e trabalho realmente realizado quase nunca são levados em conta. Mudar essa história não é tão difícil quanto parece. O primeiro passo é votar. O segundo é saber em quem votar. E para isso, a melhor coisa é, antes, saber em quem não votar.

Em Mato Grosso, por exemplo, os deputados eleitos em 2006, pouco ou quase nada fizeram. A função de um deputado é, por definição, criar e votar leis que beneficiem a população. Eles votaram, mas criaram muito pouco. Os números indicam que 95% das leis que realmente contam aprovadas nessa legislatura que está terminando foram criadas pelo Executivo. Entre essas leis estão muitas que prejudicaram a comunidade.  Isso significa que o dinheiro arrecadado com os impostos e taxas que pagamos foi aplicado onde o Executivo queiria ou tinha interesse que fosse aplicado. O resultado é o abandono de algumas regiões do Estado. E é por isso que o voto no deputado é de extrema importância.
Os eleitos precisam ser pessoas absolutamente isentas, independentes, livres de qualquer amarra ou de interesse pessoal. O único projeto político de um parlamentar tem que ser o interesse público. É para isso que eles são eleitos e têm os salários pagos com o dinheiro do eleitor. Mas como saber se na campanha eles estão sendo sinceros em suas promessas? Não é possível, até porque eles têm uma capacidade inigualável de representar. A saída, então, só pode ser uma: saber em quem não votar.

Em alguns casos, saber em quem não votar é mais simples. Entre os candidatos a deputado estadual e federal há muitos políticos que estão exercendo mandatos atualmente como deputado estadual ou como deputado federal. É preciso que se analise o trabalho deles como legisladores. O que eles fizeram de verdade, de prático, no período em que exerceram o mandato de vereador ou deputado? Trabalharam ou apenas fizeram bravatas, discursos demagógicos ou ficaram pulando de galho em galho, quer dizer de partido em partido de acordo com o interesse de momento? Há outros que já exerceram cargos públicos anteriormente. Aí o raciocínio deve ser ainda mais rígido. Além de analisar se eles na época trabalharam, deve se perguntar porque eles não foram reeleitos em eleições anteriores. Se fizermos essa análise, com certeza eliminaremos um quarto dos candidatos ao Legislativo.

Há uma outra discussão em relação ao legislativo. Vereadores eleitos há dois anos se apresentam, agora como candidatos a deputado. Será que eles merecem ser eleitos? As promessas de campanha foram cumpridas? As leis que conseguiram aprovar (se é que conseguiram) são leis que realmente beneficiam a maioria da população. Ou beneficiam apenas um setor e são pagas pela maioria? Riscando da lista os que não passarem por essa avaliação (e a maioria quase absoluta não passa) eliminaremos mais um quarto dos candidatos. Isso nos dá a garantia de elegermos apenas bons candidatos? A resposta é não. Mas com certeza nossa margem de erro será bem menor. A partir daí basta riscarmos também os candidatos que somente aparecem na época das eleições. E eles são muitos. Basta dar um volta pela cidade e encontraremos propaganda de pessoas que nunca vimos na vida. Ou se vimos ou ouvimos o nome foi por envolvimento, por exemplo, num escândalo aqui, numa operação ilegal ali. Riscando também esses, que podem ser taxados de oportunistas e interesseiros, sobram bem menos nomes.

É verdade que com todos esses cuidados levados à risca ainda poderemos errar. Mas essa é a essência da Democracia. Da mesma forma que a criança só aprende a andar caindo, nós somente aprenderemos a votar certo, errando. No caso da criança ela cai até conseguir o equilíbrio para enfrentar as grandes caminhadas da vida. E para isso não repete os mesmos erros. Se agirmos assim, acompanhando o trabalho daqueles em quem votamos, cobrando esse trabalho e reprovando nas urnas aqueles que não cumpriram com sua obrigação. A partir do momento em que agirmos assim, muitos nem terão coragem de se candidatar a nada. Que o digam Collor, Maluf, Sarney, Jader Barbalho e muitos outros, inclusive aqui em Mato Grosso.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

PORQUE "SILNÃOVAI" BARBOSA FOGE DE DEBATES?

Maurelio Menezes

Silval Barbosa, o candidato do PMDB ao governo de Mato Grosso, não gosta de gente. Num arrastão no CPA, o maior bairro da capital do estado, ouvi de um morador que não iria votar nele porque não cumprimenta ninguem e fica em cima do carro dando tchauzinho "bem diferente do Wilson (Santos, candidato ao governo pelo PSDB) que fala com todo mundo pega na mão e nao foge do pau quando alguem critica ele", completou.

Mas não é só de gente que Silval não gosta.

Silval  fugiu de um debate promovido pela comunidade evangélica, que se sentiu desrespeitada. Qual o medo dele para fugir de religiosos. Tem medo de ter que explicar pecados passados e presentes?

Silval fugiu de um debate com estudantes da principal Universidade de Barra do Garças, que também se sentiram desrespeitados.Silval fugiu também de outros dois debates com estudantes: no Colegio São Gonçalo, o maior da capital, com cerca de mil eleitores de primeiro voto, e na UNIVAG, uma das maiores universidades particulares de Mato Grosso, com mais de 15 mil alujnos/eleitores. Será que ficou com medo que cobrassem o fato dele não saber falar, de ser um monoglota como diz @adrianavandoni no miniblog Twitter?

Silval fugiu de dois debates na OAB, fugindo consequentemente dos advogados, que sentiram-se duplamente desrespeitados, especialmente porque na primeira fugida a OAB cancelou o debate afirmando que Silval havia se comprometido a comparecer num outro se fosse remarcado. Silval mentiu e fez de bobos OAB e seus advogados. Será que ficou com medo de ser cobrado pela corrupção que se transformou na marca do governo Blairo / Silval?

Silval  fugiu do debate direto em duas emissoras de TV de Mato Grosso ao interferir nas regras estabelecidas. Numa a TV Gazeta, exigiu e conseguiu que a emissora, tradicionalmente a que mais realiza debates, fizesse apenas um na reta final, num dia e horário em que a audiência é quase zero. Na outra, a TV Rondon, Silval interferiu duas vezes: primeiro levando a emissora a cancelar um debate em Rondonópolis,  porque Silval não iria aparecer (a emissra argumentou que o transmissor havia queimado, o que ninguem acreditou). A segunda interferência foi mudar as regras do debate em cima da hora, impedindo que os candidatos fizessem perguntas livres, estabelecendo temas e impedindo que se falasse de corrupção. Será que nos dois casos estava com medo que a poupulação percebesse que ele não tem propostas, não sabe o que fazer nem tem condições de ser governador?

Silval Barbosa faz juz a dois novos nomes: Silval o Fujão, pelo qual esta sendo chamado no miniblog Twitter e de Silnãovai Barbosa, que estou lançando aqui no Olhares. Brincadeiras à parte é de se perguntar como um politico que foge assim do cidadão pode querer ser governador? Se é covarde ao fugir dos embates terá coragem de enfrentar os muitos problemas que o Estado tem?

Nesta terça-feira um novo debate. Silval vai fugir de novo? É possivel, porque este será o debate que vai decidir a eleição e ele pode ter mais aperder indo que não indo. E há varios motivos para isso:

  • O debate da TVCA vai dar audiência porque vai ao ar depois de Passione, que está bombando e em um de seus melhores momentos;
  • A TVCA está colocando chamadas na maioria dos intervalos de seus programas de maior audiência, o que vai atrair mais atenção ainda;
  • A TVCA não se submete à vontade de quem quer que seja e não altera regras para atender interesses mesquinhos deste ou daquele candidato. Ela coloca sua credibilidade acima de tudo;
  • Na TVCA não haverá proibição de temas e se Silval não fugir mais uma vez vai sim ter que dar explicações aos cidadãos sobre a corrupção em seu governo, sobre a falta de planejamento, outra marca de sua administração que está deixando milhares de alunos sem aula, entre outros assuntos;
  • Um debate assim tem o poder de definir os votos dos eleitores indecisos As pesquisas informam que há hoje cerca de 45% de indecisos em relação à eleição majoritária. Pessoalmente acredito que esse número esta superestimado e muitos ja se decidiram. Sâo os votos silenciosos, aqueles eleitores que não revelam por pressão ou patrulha. Mas com um debate assim muita gente deixa de lado a indecisão.


Silval, o Fujão ou Silnãovai sabe que haverá segundo turno em Mato Grosso. As pesquisas internas que ele tem , inclusive, apontam isso, o que o coloca entre a cruz e a espada. Se não for vai cair ainda mais nestas pesquisas. E se for vai ter que encarar os adversarios que serão implacáveis. Se nos debates que ele manipulou se deu mal, demonstrou nervosismo  e não conseguiu convencer, a não ser seus cabos eleitorais, num debate em que ele nâo tem controle a situação vai ser mais desesperadora ainda. E ele pode perder ainda mais votos.