segunda-feira, 8 de abril de 2013

A MULHER QUE CRIOU REGRAS QUE ATÉ HOJE SÃO SEGUIDAS NO BRASIL, INFELIZMENTE

Maurelio Menezes

Margareth Tatcher
Tenho visto, especialmente  aqui nas Midias Sociais, severas criticas a Margareth  Tatcher, que morreu hoje, aos 87 anos.
Por mais que essas críticas sejam justas, não ha como negar o papel dela na história recente do mundo. Ao adotar medidas duras que praticamente acabaram com o  Estado de Bem Estar Social que, embora falido, perdurava na Inglaterra desde os velhos tempos, mudou a história não apenas do pais, mas do mundo. Ao adotar uma politica economica  que tinha por base o neoliberalismo praticamenete destruiu direitos trabalhanistas, acabando, por exemplo, com o salario mínimo (que comente voltaria a ser re-adotado na Inglaterra 20 anos mais tarde com Tony Blair) e ditou as normas que seriam seguidas por dezenas de politicos nas décadas seguintes e ate hoje.
As medidas ortodoxas, pelo menos as principais adotadas por ela, foram assumidas no Brasil por Fernando Collor, ignoradas por Itamar Franco que, apesar da caricatura floclórica que nossa intelgentzia tentou carimbar nele, fez um governo progressista, sim, mas retomadas por Fernando Henrique e mantidas, e até aprofundadas por Lula e por Dilma. Nessa sequencia de governos neo liberais, os trabalhadores ficam com o onus e o capital com o bonus da politica economica. Nessa politica em que o trabalhador é espezinhado diariamente, aos empresarios o governo libera a todo momento subsidios e incentivos e aos trabalhadores destina um tratamento baseado na quebra de direitos adquiridos e de reformas que o prejudicam a cada dia mais.
No caso da  Dama de Ferro, justiça seja feita , as medidas adotadas o foram às claras como politica de governo e como ideologia defendida por ela e pelo se grupo que chegou ao poder com o apoio popular do voto (por mais que o voto nunca tenha significado, como defendem alguns academicos, democracia e muito menos garantia de nada para o trabalhador).
No Brasil, essas medidas são adotadas mascaradamente, primeiro por um governo que se dizia social democrata (seja lá o que isso significasse na cabeça de seus idealizadores) e depois, pior ainda, por um governo que se diz dos trabalhadores e que todos os dias usa trabalhadores para manipular a opinião pública e promove politicas contrárias a seus interesses, utilizando, inclusive, um torto sindicalismo de Estado, incentivando a criação e financiando  sindicatos para dividir a classe trabalhadora.
O que me parece é que muitas das pessoas que estão croticando a ex primeira Ministra britaniza o  estão fazendo para aliviar o peso na consciencia que têm por terem apoiado politicos que chegaram ao poder aqui no Brasil aplicando as mesmas receitas que ela aplicou assim que assumiu o poder na Gra Bretanha.  Ou sejam essa critica hoje é quase uma catarse para se livrar da culpa de terem levado ao poder os FHCs, Lulas e Dilmas da vida.
Alias, antes mesmo de Dilma tomar posse postei aqui uma série de análises ás quais dei o nome de O risco a ser evitado" em que analisava o governo de seis mulheres que em seus paises foram as primeiras mulheres a assumir o poder. E apontava em casa uma das análises decisões tomadas e que foram de uma forma ou outra, sob meu olharm prejudiciais a trabalhadores e a seus paises. Uma destas analises foi inteiramente destinado a Margareth Tatcher (você o encontra aqui)... cuja historia tem muito do que encontramos hoje, por exemplo, no governo Dilma quem pelo que a prática tem demonstrado tem se comportado não só como Tatcher, inclusive com  a aura de governo popular, como também o tinha a ex primeira Ministra britanica, cujo partido chegou ao poder com grande apoio popular.

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